quinta-feira, 2 de junho de 2011

Contos do Feudo #01

na synápsei.

O amalgama das amizades.

Grande amigo meu, contou-me, que ao manifestar seu desapontamento ao Vice-Prefeito em uma rede social sobre a grade de apresentações montada para a festa da cidade de Paraibuna, recebera um tratamento, anti-democrático, no mínimo, que resultou com sua exclusão da lista de amigos do vice-prefeito, talvez porque na concepção do Vitão, amigo que é amigo não pergunta nada, só concorda e tem o direito de parabenizar ( Você quer ser amigo dele? É fácil, está é a receita) . A des-amização veio logo depois e depois de logo, ter lido a manifestação.

E o que acorreu foi que no post do Vição e futuro prefeito com a programação que já estava com três dias de publicação e nenhum comentário, talvez pela parca programação (http://www.paraibuna.sp.gov.br/festacidade/index.html) Surgiu em menos de meia hora dois comentários enaltecendo a porca programação. Estes já sabiam das regras para ser amigo do Vição. E o meu amigo que é bobo e ainda não tinha sacado as regras de amizade com o Vição ficou sem o amigo, mas, com moral e dignidade por não ter gostado da porca programação e ter se manifestado.

Vale elencar alguns questionamentos acerca da forma tão velada com que fora tratada a escolha das bandas de fora que tocariam na festa, assim como a falta de critérios para a escolha das bandas da própria cidade uma vez que os ÚNICOS artistas que ficarão de fora são The Snobs e o músico e professor da Fundação Cultural Marcio de Oliveira, que, diga-se de passagem, participou da iniciação musical de boa parte dos integrantes das bandas que tocarão na festa. O cara é ou não é importante para a cidade?

Porque eles estão de fora? Qual o critério para escolha das bandas daqui? Qual o critério para se pagar R$ 120.000,00 ao uma dupla sertaneja e 70.000,00 para uma banda falida de rock dos anos 80. Pra mim sabe o que é: DESEJO PESSOAL, realizado a partir do que é PÚBLICO.

Maldito impeto que algumas pessoas tem de perguntar. Não podia curtir as “maravilhosas” apresentações artísticas da festa e ficar calado? Mas não. Tem que questionar!

Dizem as más línguas que o Prefeito não quer a The Snobs nem o músico e professor da FC Marcio de Oliveira na festa.

E verdade esta informação? Se sim; Porquê? A banda mais estruturada da cidade e das poucas que parecem querer construir uma carreira além-feudo, não merecem uma oportunidade? Porque? O novo desagrada? E o professor e músico Marcio de Oliveira, não merece o prestígio de tocar na festa por tanto que já contribuiu pela cidade?

Algumas pérolas que saíram ao longo deste imbróglio:

Em reunião da CMS de Música a qual coordeno o Professor Marcio de Oliveira trouxera algumas demandas dentre as quais resaltam-se a indignição salarial e desmotivação trazida pelo fato de o próprio professor estar tirando fotocopias para seus alunos o que dentro da compreenção coerente do Professor deveriam ser princípios basilares para um bom trabalha de fomento a formação musical. Na ocasião desta mesma reunião, o professor Marcio de Oliveira manifestou a intenção de requerer judicialmente o pagamento de direito autoral e de imagem dos praticamente 10 anos de serviços ofertados em Paraibuna. Será que Barrão ficou sabendo e não gostou? Por isso que o professor não vai tocar na festa? Ele não tem direito de manifestar suas insatisfações? Quem passou a informação?

Na mesma reunião levantamos a importância da Fundação Cultural participar de uma forma mais autônoma na festa perguntando ao Prefeito como seria feita a curadoria da festa e o quanto se tinha de verba para tal. Duas perguntas que caberiam a qualquer cidadão fazer uma vez que há previsões legais que garantem o direito a informação, além do mais óbvio, o dinheiro é publico, logo, não é do Barros nem do Vição. A resposta obtida foi: Quem está responsável pela escolha das apresentações musicais é a Comissão. E as bandas interessadas deveram procurar direto a Prefeitura e a Secretaria de Turismo (que neste caso é o próprio Prefeito).

Afim, de facilitar a manifestação das bandas a Vossa Exelência o Diretor Cultural Fabio Rocha, dispôs que a própria Fundação Cultural fize-se esta aproximação apresentando as bandas interressadas.

Seguindo a orientação passada a CMS de música um integrante da The Snobs foi falar com o Diretor da Secretaria de Esportes, Lazer, Turismo e Carnaval...

Para o qual. Laurinho disse que a programação já estava fechada e que as escolhas haviam sido tomadas pela Comissão. Estamos a dois meses tentando descobrir quem é esta Comissão e até agora nada.... uma série de informações desencontradas, descaso e desrespeito.

Ninguém! Pasmem! Ninguém! Sabe quem é esta comissão. Laurinho e Vição foram questionados em relação a quem comporia esta comissão.E nada!

Numa segunda abordagem o Laurinho disse: “Banda não é comigo. A única que eu contratei foi a Ilha 13 por que devo favor aos caras”. Que isso? Então, favor é uma coisa que se paga com a coisa publica? Isso me ajudou a compreender uma coisa sem lógica. Quando não se pode pagar com o bem público diz-se: Deus lhe pague. Vão as favas!

Laurinho, quando questionado sobre o critério de escolha das bandas disse: “ As Bandas que irão tocar, serão as que não tocaram ano passado. Legal. Justificado! Até descobrir que não era verdade, pois, a Banda Rio Acima( que é exelente!) tocará este ano.

- Mentira tem perna curta.

Laurinho: “O Presidente da Fundação é que subiu com a lista das bandas que tocarão na festa da cidade ”. O Presidente-diretor da FC, Rafael Ribeiro. Disse que não.

Alguém está mentindo! Mas, quem? Cade a verdade nesta zorra toda?

Quem é esta comissão? Estamos tentando descobrir; quem é esta tal funcionária da prefeitura a Dona Comissão.

O leitor pode reparar no texto que eu, caipira que sô, imagino que seja muiê, né!...

Você já brincou de ligue os pontos quando era criança? Então, aproveite da habilidade mental desenvolvida e ligue-os...



Diretrizes feudais:

Amigo é coisa para se guardar do lado da direita do peito e dentro da administração pública.

Assim pelo menos deve pensar um prefeito que compreende, porque já disse: “Quem perde a Prefeitura perde tudo!”. Logo a Prefeitura tem Dono e é do Barão e do Vição e dos amigos que ajudam a construir esta maravilhosa administração.

A palavra “amigo” aqui em Paraibuna, já não tem mais o valor lingüístico consagrado .Alguns “intelectuais lingüistas” da cidade a usam até para reverenciar os próprios desafetos.

- Coisa de louco!

Mas, loco que sou. Fico com o sentido consagrado.

4 comentários:

  1. Joel,

    Lamento que a classe política e a sociedade paraibunense não tenham a maturidade suficiente para esse debate público. Nossos adjetivos já são oposição, urubu, herege, bobo, feio e sei lá mais o quê.

    Ficaria mesmo surpreso se o Executivo explicasse quem é a comissão, quais foram os critérios e o motivo de apenas a The Snobs ter sido excluída da agenda. E não numa conversa de bar. Isso é transparência. É dever deles.

    Por outro lado, esses desmandos vêm sendo aceitos muito passivamente por nós. Ocorre uma barbaridade dessas, e outras que já vimos, e ficamos quietos. Gostamos mesmo do oba-oba. O trabalho de formiguinha é enfadonho. E a cigarra canta...

    Cutucar é um começo.

    Parabéns pela iniciativa.

    Até.

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  2. caramba... não sabia msm que em paraibuna ainda se vivia num sistema de coronelismo... que viagem! o the snobs deveria ter feito como a banda test de sp, que iria tocar na pinacoteca e de repente do nada doi cortada: montar o equipamento na rua e começar a tocar!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. E entre tantas outras coisas que existem e que ainda são tapadas com a peneira, resta-me refletir o seguinte: Quem perde com tudo isso? Infelizmente eu perdi o meu sonho aqui nessa cidade, pois o sentimento de desrespeito ao meu trabalho ficou latente (começando pelo fato do valor financeiro,com a instituição achatando o valor da minha hora aula...). Mas para mim tudo bem, sou agente cultural, músico profissional e ando por esse Vale a fora ensinando aquilo que eu mais tenho de precioso: A ARTE MUSICAL.
    Se não anda mais servindo por aqui, tudo bem, não dependo e sinto muito por aqueles que estão à mercê de poucos.Tenho a consciência de que desenvolvi e desenvolvo um trabalho estritamente profissional e que, o desenvolvimento musical dessa cidade se deve a algumas pessoas e estou incluso nesse processo, mas não dá para "jogar pérolas aos porcos". E volto a trabalhar com música com a Côrte, como nos primórdios, se os que-tem-direito-a-cultura-e-arte quiserem se manifestar, vamos lá, caso contrário, feliz BIG SHOW à todos!!!!!!!!

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